quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O lã da tua hora, de Jairo Lima

a Tua palavra disse ontem o Teu nome

e com o lã das penas do Teu pássaro migrou para um parágrafo distante

Olhos que não diziam ser ouviram o Teu relato



uma balada antiga

cantava a saga do Teu pássaro



o mar deteve a ponte que conduzia em incensos o Teu nome

e ocultou em sargaços a luz que te Dizia dia

antes

a redoma calava-se entre gritos

Loba lá dissemos nesse imenso dia



o mastro do navio rasga a redoma -imenso ontem- e expõem as

[traves do dia



fomos em éramos

somos em ontem

Loba lã em águas vivas dizíamos




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