desde as liras e os mármores da Grécia
nada tenho em mãos que não seja humano
e que não se escreva com terra no meu sangue
que não é inverno
como minhas mãos seriam
que não tem o bronze das horas passadas em luas
como minhas luas se quedariam
nada tenho em mãos mesmo os dias
que os ferros dão às ondas em sacrifícios
navega memória deste nome nas marés
quando navegam nessas águas sereias iguais
iguais no líquido de seus nomes outras marés
porque levam em cada onda temporais
quando navegam nessas águas sereias iguais
iguais no líquido de seus nomes outras marés
porque levam em cada onda temporais
nada tens em tuas mãos que não diga corpo ao teu navio
são horas e demasias o que levas nestes pássaros
pássaros que voarão ainda num poema sem nuvens
sem metros que lhe imponham um rochedo para pousar
é teu o sangue
é teu o dia
é tua hora o que vemos
quando a nau salina de teu rosto principia
são horas e demasias o que levas nestes pássaros
pássaros que voarão ainda num poema sem nuvens
sem metros que lhe imponham um rochedo para pousar
é teu o sangue
é teu o dia
é tua hora o que vemos
quando a nau salina de teu rosto principia
nada tens em tuas mãos senão oceanos
de têmpera sem aços sal e terras
oceanos sangrados com o mesmo sangue que era memória
levas aves nas ondas que ensinam aos ventos
as três horas da tarde em que virás
e baixo o sol tua sombra inteira sobre os edifícios
as cidades em teu nome elevarão os portais
de têmpera sem aços sal e terras
oceanos sangrados com o mesmo sangue que era memória
levas aves nas ondas que ensinam aos ventos
as três horas da tarde em que virás
e baixo o sol tua sombra inteira sobre os edifícios
as cidades em teu nome elevarão os portais
com tuas mãos cânticos serão ouvidos nos oceanos
quando virás com tuas águas
quando soubermos de ti e as pontes se elevarem
será amanhã porque tens o tempo em teus braços
e o tempo é memória dessangrada
mareja em ti maré de ti o mar tua maresia
oceano sem barcos que governa os ventos
quando virás com tuas águas
quando soubermos de ti e as pontes se elevarem
será amanhã porque tens o tempo em teus braços
e o tempo é memória dessangrada
mareja em ti maré de ti o mar tua maresia
oceano sem barcos que governa os ventos
Nenhum comentário:
Postar um comentário