Policiais
da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), mataram seis pessoas no inicio da
semana
O
episódio recente envolvendo a ROTA – Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, que culminou
na morte de seis pessoas e na prisão de policiais no começo da semana revela os
riscos da política de segurança adotada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB).
É
uma política de segurança descuidada, muito perigosa na medida em que colocou a
ROTA de volta às ruas, dando cada vez mais sinal verde para a ação de uma tropa
que é considerada uma das mais violentas e truculentas polícias do país.”A
ditadura militar acabou, mas a ROTA continua sendo a polícia da ditadura em
seus métodos e formas de agir”, observa o deputado Adriano Diogo (PT),
prsidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.
Agora,ao
invés de atuar em ações extremas, a ROTA está, também, em operações comuns.
Longe de defendermos o crime, não podemos nos calar ante a execução promovida
pelos policiais de seis pessoas, na noite da 2ª feira, em um posto de
combustíveis no bairro da Penha, Zona Leste da Capital.
A
ROTA, como sempre à primeira hora e na primeira versão tentou justificar sua
ação alegando que 14 suspeitos planejavam a libertação de um detento do Centro
de Detenção Provisória do bairro do Belém (Zona Leste da Capital) e entraram em
confronto com ela, reagindo a tiros à chegada da polícia. Quer dizer, a versão
de sempre da polícia em ações dessa natureza.
Tinham
que ser presos, não chacinados
Dos
14 suspeitos, apenas três foram presos. Cinco escaparam e seis foram mortos. À
luz do direito e de uma ação policial eficiente, eles deveriam ter sido presos,
julgados e, comprovada sua culpabilidade, condenados. Jamais chacinados.
Mas,
o que a PM não contava é que uma testemunha, uma mulher, gravou tudo pelo
telefone celular e entregou as provas ontem à Polícia Civil. Pior: as provas
mostram que os policiais eliminaram um dos suspeitos à chegada e balearam e
torturaram as demais no Parque Ecológio do Tietê, recolocando-as três horas
depois no posto, na cena inicial do pseudo confronto.
É
profundamente lamentável que ainda assistamos práticas como esta. Hoje, os
policiais que participaram da ação prestarão depoimentos. O governo do Estado
não revela quantos integrantes da ROTA foram presos. Os detidos serão levados
para o Presídio Romão Gomes, da PM, na Zona Norte.
Política
de segurança: acende-se a luz vermelha
A
luz verde concedida à ROTA pelos sucessivos governos tucanos – de José Serra em
2007-10 e de Alckmin, três vezes governador – constitui-se já, a esta altura,
em um alerta vermelho para toda a sociedade paulista. É preciso mudar, alterar
profundamente a política de segurança, até porque o crescimento da violência
atestado a cada balanço mensal divulgado, atesta sua completa falência.
Ao
colocar a ROTA em uma ação normal nas ruas, o governo Alckmin copia um dos
piores exemplos em termos de política de segurança já vistos em São Paulo.
Reedita a política de repressão, pura e simples da extrema direita já vista no
Estado quando do governo biônico de Paulo Maluf entre os anos de 1979 a 1982,
quando nos aproximávamos do final da ditadura.
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